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Mario Vitor Marques  |  Rio de Janeiro, RJ

La reproduction interdite / Para não ser reproduzido

Este projeto foi nomeado em homenagem a uma pintura de René Magritte com este título, com a tradução "para não ser reproduzida", vejo nela um dos símbolos de uma vanguarda visionária na expressão e representação do real com a missão de desvelar e suscitar o surreal, o inconsciente, o sagrado, o atemporal. Esta vanguarda foi influenciada por pensadores e outros artistas que inspirados na metafísica, artes primitivas, sonhos e razão embebida na filosofia e antropologia, reforçaram e apagaram continuamente a linha divisória entre a mente racional e o impulso irracional do homem (ou instinto, intuição). Neste ponto, enxergo a necessidade humana de reconhecer o mundo e seus limites, paradoxos e paradigmas, muros e portais, fronteiras e horizontes. Este breve ensaio inclui minha primeira viagem a Europa e prévios registros no Brasil de pessoas, lugares, objetos, ações e momentos que capturei em fotografias processadas com uma câmera manual de 35mm / 70x200mm, especial para registrar em distância e velocidade. Como na pintura, que imprime ou "aprisiona" entre os limites de um canvas um momento único para aquele que o registra e aquele que o vê, a imagem em questão não trata mais do que é real ou imaginário, e sim de um momento que jamais será reproduzido, assim como na fotografia. No exato momento que a imagem é impressa em seu negativo, uma vez exibida, é prova de que aquele momento se foi, guardando em si tudo aquilo que ali não é mais visível, mas permanece. Como citado por Bresson, sua definição diz o que é a meu ver, o divisor ou fronteira entre o real e imaginário, ou o muro e também ponto de contato entre os dois lados. "Photographier... c’est mettre sur la même ligne de mire... La tête, l’oeil et le coeur."