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Raquel Gandra  |  Rio de Janeiro, RJ

Porque somos Paredes

Meu projeto explora as fronteiras entre o masculino e o feminino, entre as diferentes versões do masculino que flutuam entre realidade e imaginário e, finalmente, sobre as fronteiras entre familiar e desconhecido. O universo masculino, dominador do espaço público, é colocado em questão aqui através das imagens dos objetos e das paisagens que os acompanham, decorrentes de minha sensibilidade enquanto fotógrafa, ao querer me transformar em parede familiar. A contradição do espaço e o ritual do hábito se fizeram convidativos à experimentação, à imperfeição e à eventual descoberta de cores e texturas apenas existentes na superfície fílmica, revelada à revelia dos olhos constantes. As escolhas das imagens vieram fazer um recorte desta experiência, justificando-me penetrar espaços a princípio "proibidos" ou de difícil acesso. Recantos masculinos e intimidades expostas acabaram por se tornar o foco, confirmando e desvelando um contraste entre a presença permanente dos homens e a ocupação transitória feminina.