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Danillo Estevam Paladini  |  São Paulo, SP

Afluência

O projeto retrata indivíduos de maneira liquefeita, inicialmente apenas refletidos na escassa água deixada pela chuva, que não foi absorvida pelo mar de concreto. Criam-se espelhos, vemos reflexos de trabalhadores, estudantes e habitantes da cidade seguindo seus cursos, em movimento, para desaguar em seus respectivos destinos. Temos também a presença da água de maneira tímida em nosso cotidiano: primeiro de maneira natural, uma gotícula de água deslizando sobre uma folha; em seguida, em um copo de plástico e em marcas de pneu no asfalto. São reflexos de contrastes entre algo em que está naturalmente pertencente, e casos onde simplesmente harmoniza-se com um objeto estranho. Depois, temos o homem suscetível a chuva no exterior, que lhe submete a carregar, por muitas vezes, a água em si, ao molhar suas vestes e sapatos, transformando o mundo ao seu redor sem questionar. Por fim, temos a água como agente de maneira mais subjetiva, escorrendo pelo rosto de alguém ao tomar consciência de si próprio. Assim como a chuva não para em um só lugar, as lágrimas jamais param no rosto de quem as chora, temos em seu interior todos os movimentos que vimos anteriormente, porém, concentrados em seu espírito.