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cristiane gibim brito  |  São paulo, SP

Cruzando as minhas fronteiras do Myanmar

Fronteira é a linha física que delimita o espaço entre dois países, a linha de chegada. Mas não só. Pode se tratar de limites. Eu e o outro, conhecido e desconhecido, idéias divergentes, uma nova cor, sabor ou cultura. Alfabetos ou línguas incompreensíveis podem representar barreiras, mas se há a decisão de conectar- se com o redor, a barreira pode se tornar uma fronteira cruzada. Um olhar puro pode ter o condão de fazê-lo; A sinceridade de uma criança; A fé imaculada diante da pobreza severa; A internet, que dispensa conceitos de espaço e tempo. Aceitar as diferentes interpretações do que consiste viver é conhecer e se reconhecer. Tudo isso nos projeta no caminho da ruptura das barreiras próprias, da transposição das paredes internas, das fronteiras pessoais. Esse projeto mostra cenas que vi no Myanmar, em março de 2019. País encantado, me mostrou que, quando decido compreender aquilo que vejo de alma aberta, a distância física, cultura, cor da pele, língua, crença religiosa, orientação sexual, pouco importam. Estamos todos conectados pelos olhos, pela percepção, pela compaixão. Sem muros, sem fusos, sem fios, sem fins, sem fronteiras.