Sérgio  |  São Paulo, SP

ESCOLAS DE LUTA – REFLEXO DA EDUCAÇÃO NO BRASIL

Em novembro de 2015, cerca de 200 escolas paulistas foram tomadas por estudantes. Eles protestavam contra a reestruturação do sistema educacional estadual. A medida, coordenada pelo Governo do Estado de São Paulo, previa o fechamento de quase 100 escolas e o remanejamento de 311 mil alunos e 74 mil professores. Em protesto ao plano do governo, estudantes secundaristas começaram a ocupar escolas. O governo reagiu enviando policiais militares e pedindo na justiça a reintegração de posse das escolas. Em consequência a essa medida, o número de escolas ocupadas aumentava cada vez mais e, no mês seguinte ao início das primeiras ocupações, os estudantes começaram a deixar as escolas e fechar cruzamentos de ruas importantes na cidade de São Paulo. Além do posicionamento contrário à proposta do governo, o movimento político dos estudantes revelou a péssima condição das escolas e a falta de investimento financeiro no ensino público. Algumas dessas escolas pareciam funcionar como prisões e não como um espaço de educação e acolhimento. Ainda assim, as fotografias que compõem este ensaio buscam oferecer ao observador a possibilidade de reflexão sobre o problema estrutural presente na gestão da educação brasileira. Por outro lado, procura aproximar o olhar sobre o cotidiano, símbolos e movimento dos estudantes durante os dias de ocupação das escolas. Concluindo, a frase do educador Paulo Freire reflete a ideia deste trabalho: “A educação é um ato de amor, por isso, um ato de coragem. Não pode temer o debate. A análise da realidade. Não pode fugir à discussão criadora, sob pena de ser uma farsa.”