Maria Figueiredo Vaz  |  Belo Horizonte, MG

Retratos do Isolamento

Por cerca de três meses, durante o período de pandemia e o consequente isolamento social causada pela Covid-19, convidei cinquenta e quatro pessoas para um encontro remoto feitos por meio de plataforma virtual, pedindo a elas que respondessem de forma silenciosa, como estava sendo, pra cada uma, o período de isolamento social. As respostas silenciosas de cada um e uma foram fotografadas e gravadas por captura de tela. Os Retratos de Isolamento, feitos com uma série de pessoas no Brasil, Alemanha, Argentina, Reino Unido e Portugal, são testemunhos gravados e capturados em um registro único da tela do computador, para que no rolo do filme e na folha de contato essas pessoas pudessem ser vistas lado a lado, com dois rolos filme T-max 3200. A opção pela película acontece pela vontade de dar uma forma física a esses encontros virtuais e, assim, torna-los um pouco mais palpáveis, próximos e singulares. Os retratos refletem, portanto, os sentimentos gerados pelo isolamento e os meios de adaptação possíveis na contemporaneidade que se comunica e interage entre telas.