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Luiza Nascimento Barbosa  |  Rio de Janeiro, RJ

A invenção e destruição de uma fronteira

A definição de fronteira consiste em: “uma linha física ou artificial que separa áreas geográficas e são conhecidas principalmente por serem limites políticos e separarem países”. No mundo contemporâneo, as fronteiras artificiais são a esmagadora maioria, a ponto de nos esquecermos que existem outros tipos limitações geográficas como aquelas desenhadas por grandes corpos d’água, aquelas não formadas de acordo com tratados políticos, já que até nesses corpos d’água esquadrinhamos nosso território. O direito humano de imigrar é negado e capitalizado mesmo em situações de extrema necessidade. A partir disso visualizei uma instalação, como instrumento, em pleno ambiente urbano da Zona Sul do Rio de Janeiro, essa instalação seria uma nova fronteira, uma fronteira criada a partir do nada, sem interesses aprofundados na separação, um simples limite na passagem de folhas voando, insetos e pessoas. Criei o ensaio fotográfico imaginando interações possíveis do meio com esse novo intruso, explorando a arbitrariedade na criação de fronteiras artificiais. Uma invenção humana como tantas já existentes, que pode e deve ser rasgada.