Felipe Marcel   |  Guarulhos, SP

Não-Lugares: Inadequação Humana

Desde a década de 1990 é proposta a ideia de não-lugares: locais que na atualidade perdem - ou sem - memória histórica, pertencimento, relações; ordenados pelo comércio e constante movimentação. Com a evolução do neoliberalismo (doutrina desenvolvida a partir da década de 1970, que defende a liberdade de mercado e restrições quanto à intervenção estatal sobre a economia), as cidades se tornam não-lugares por completo, nas quais as pessoas são peças modificáveis apenas para tornar possível a sobrevivência do capital, mesmo que a custo de vidas humanas e outras formas de vida (animal e vegetal). As ruas tornam-se, a partir desse novo delineamento, inadequadas à dimensão, e movimentação, corporal humana. São artérias de um corpo não humano, onde a identidade se perdeu, como já alertava Ailton Krenak em seu livro “Ideias para adiar o fim do mundo” (2019). Artérias que transportam ideias que modificam nossas ações; que distanciam contatos e diálogos do nosso cotidiano. Criam espaços sem ar para respirar; sem sombras para sentir o pulsar de vida; sem horizonte para ver. Proporcionam o espetáculo do individualizado em solidão. O presente projeto relaciona essa questões, pautadas na relação com as cidades, o ambiente público, mas também as traz para o ambiente privado, doméstico, familiar. Em isolamento do convívio coletivo, o indivíduo se percebe deslocado de seu próprio corpo e existência; que se converteu em um objeto. Reflete que a ordem de não-lugares invadiu e hierarquizou sua própria casa. Uma residência tomada por caixas e objetos que ocupam um lugar que seu corpo poderia ocupar. Materiais que o distanciam de sua natureza. O ser humano vê reflexos de sua existência, e de suas relações, condicionada pelas próprias cidades que construiu - e que agora o consomem. Performando em sua cotidianidade, e realidade, o artista realiza uma busca por ser um sujeito histórico que – como pensa Paulo Freire – compreende o passado de sua realidade, reflete criticamente, insere informações em seu contexto, e lendo de forma autônoma o mundo, crê que é possível transformar o futuro fatalista e determinado que lhe é apresentado. Abre com isso novos diálogos que comunicam – não que fazem comunicados. Aprende a estar com o mundo – e não somente estar nele. Fazendo intervenções no ambiente esfacelado conecta memórias e esquecimentos do coletivo vivido pelo seu ser. Questiona a colonização cognitiva do ser moderno por mitos fundadores da conquista – como refletem Aníbal Quijano (2005) e Enrique Dussel (2007). Busca a sensação de pertencimento e as identidades latino-americanas nesses diálogos de encontros com a formação “nós”. A partir dessas reflexões sobre o macro (relação com o território, com a cidade) e o micro (relação com o espaço doméstico), afetadas pela relação com os produtos e mercadorias impostos pelo modo de vida neoliberalista, o presente projeto pretende desenvolver uma exposição de artes visuais composta por obras de diferentes linguagens artísticas: fotografia, instalações etc., com o intuito de, a partir das obras de arte, provocar reflexões e diálogos sobre os modos de vida contemporâneos, e as fricções contemporâneas que o contexto de pandemia do novo Coronavírus tornou ainda mais evidentes. DESCRIÇÃO DETALHADA DO PROJETO O projeto atual se origina em março de 2020, com chegada da pandemia do novo Coronavírus no Brasil, que acaba por reforçar fatores que estão em nossa sociedade historicamente e que nesse momento extremo se apresentam de maneira mais evidente. O mais alarmante desses fatores é a pouca importância para as vidas, mais especificamente humanas, e como estamos em conjunto desenvolvendo uma sociedade e espacialidade inadequada para nossa própria vivência qualitativa. Ou o espaço, tornado privilegiado, se tornou mais importante que o humano que agora, em segundo plano, se torna inadequado e dispensável? A primeira fase do projeto é apresentada em um festival de fotografia artística na Argentina, realizado em Agosto, onde 13 obras são expostas, o artista é apresentado como destaque no jornal de Tucumán e apresenta uma palestra sobre o assunto. A segunda, já com adequações no estudo, é apresentada na Colômbia em um festival internacional de fotografia, em Setembro, onde também 9 obras são apresentadas e participa de uma conversa sobre seu histórico e trabalho. No Chile, em Outubro, uma das imagens foi selecionada para uma narrativa coletiva de encerramento de um festival de fotografia. No México, em Novembro, é apresentado no 13º Encuentro Fotográfico México na cidade de San Cristóbal de Las Casas através de um vídeo que apresentava todas as obras e um breve relato do autor sobre o projeto. A terceira fase é essa a ser apresentada no município de Guarulhos (através da Lei Aldir Blanc), em abril de 2021, e proposta para a Aliança Francesa. Além de proporcionar aos (as) espectadores(as) a oportunidade de visitar uma exposição de artes visuais, o projeto é fundamental para ampliar diálogos, e reflexões, sobre que sociedade e cidade queremos construir. Mais além, como pensar historicamente essa formação e criar meios de debates para essa questão fundamental: a perda da essência humana vem sendo substituída pelos objetos na contemporaneidade, o que explicita e amplia ainda mais as desigualdades. A partir do momento que é possível refletir e dar materialidade a essas reflexões, por meio da exposição, novas formas de diálogos se abrem, o sentimento cidadão se intensifica e, nesse caso, se trata fundamentalmente de discutir em que ruas e paredes internas gostaríamos de caminhar diariamente. O corpo, mais do que nunca, vem sentindo em sua pele, músculos e ossos os efeitos históricos de nosso desenvolvimento societário e que, pela própria expansão pelos territórios latinoamericanos apresentados nesse trabalho, fica evidente a necessidade de se discutir tais abordagens. Tratam-se de obras extremamente contemporâneas, alinhadas com discussões estéticas artísticas e de assuntos também debatidos no universo das Artes. Esses fatores se apresentam pelas linguagens utilizadas (Fotografia e Performance), modo de construção (hibridismo) e suporte de apresentação (instalação artística). É interessante notar que o assunto traz uma abordagem e estudo sobre o contexto urbano em diversas perspectivas (macro, micro, material, corporal). Um contexto cultural que enxerga a cidade em sua materialidade como contenedora de histórias, pertencimentos e sendo ela própria um bem cultural. Um bem cultural que pertence a cada cidadão e que se faz mais forte a partir do momento que é refletida e causa estimulantes em pessoas a exercerem sua cidadania. Com o intuito de estimular o público a visitar o espaço expositivo o presente projeto elaborará uma roda de conversas virtual e/ou presencial para que os/as visitantes ou prováveis visitantes conheçam as referências e estímulos do artista, se interessem em visitar a exposição e contribuam com a sua divulgação através do contato com detalhes de algumas obras e do processo criativo. O debate proposto está fundamentado em um encontro de 60 minutos que abordará os seguintes aspectos: 1. Neoliberalismo e Urbanismo; 2. Fundamentos de não-lugares (Marc Augé); 3. Fundamentos da mídia-primária e Iconofagia (Norval Baitello Jr.); 4. Fragmentação do ser humano e da identidade; 5. Geometria espacial e imagética x inadequação humana; 6. Obras, processo criativo e comentários. Havendo interesse da Aliança Francesa, em ampliar ainda mais o debate, o artista se disponibiliza à realizar uma oficina virtual sobre fotografia, mais especificamente sobre o corpo na fotografia. Tal oficina estaria baseada nos seguintes aspectos: 1. Fundamentos da fotografia, o corpo na fotografia e referenciais (o artista já ministrou uma oficina sobre tal tema em um curso de seu Projeto de Pesquisa e extensão, sendo a aula dois do curso; ver em https://www.youtube.com/watch?v=7rs9pz1Dnlc&t=3s ); 2. Processo criativo, gatilhos e produção em isolamento; 3. Produção e ambientação corporal. Essa oficina poderia ser realizada em um tempo mínimo de 60 minutos, porém em formato teórico e discursivo, deixando instigações para produção futura dos(as) participantes. Objetivos O Projeto “Não Lugares: Inadequação Humana” tem como objetivos: - Oferecer uma exposição de artes visuais para a Aliança Francesa; - Contribuir com a expansão da cultura no espaço cultural de uma importante instituição com uma exposição, que é contemporânea em seu modo de produção (apropriação conceitual e simbólica); no modo proposto (instalação artística); em sua linguagem (hibridismo fotográfico e performático); e com um conteúdo social urgente; - Provocar reflexões sobre urbanidade, consumismo, qualidade da existência humana, formas de diálogo, relações humanas; - Repensar o espaço urbano. Metas a serem alcançadas - Produzir uma exposição de artes visuais com obras do artista Felipe Marcel; - Contribuir na materialização do espaço cultural da Aliança Francesa como um espaço criador de conhecimentos, valorizando a criação artística, atraindo o público visitante a visitarem e reconhecerem a Aliança Francesa como ponto Cultural e Artístico; - Provocar no público visitante para uma experiência de reflexão imersiva através de construções visuais e instalativa; - Compartilhar e provocar a reflexão da condição e qualidade humana nos espaços, importância e força do exercício da cidadania através de diálogos a partir do conceito de “Não Lugares”. METODOLOGIA O Projeto “Não-Lugares: Inadequação Humana” será desenvolvido em 14 etapas, divididas pelo período de 2 meses: Mês 1: 1. Concepção da exposição; - Aprofundamento referencial do argumento museológico (ideia) que embasará o projeto expográfico 2. Elaboração do Projeto Expográfico; - Elaboração de módulos conceituais - Elaboração do croqui da exposição com organização espacial das obras a serem expostas e da instação - Projeto de iluminação da exposição (a partir dos equipamentos que a Aliança Francesa informar possuir à disposição para utilização) - Elaboração dos textos expográficos (narrativa; será tomado como base o texto utilizado na exposição para Lei Aldir Blanc e enviado para aprovação, e/ou alterações propostas, pela Aliança Francesa) * (em caso de montagem pela Aliança Francesa o artista enviará a base expográfica – croqui, módulos conceituais, projeto de iluminação - utilizada para a exposição pela Lei Aldir Blanc, para que possa servir de base; assim como também enviará documentações da exposição realizada; além do projeto específico para o espaço da Aliança Francesa) 3. Produção da Arte gráfica da exposição; - Texto expositivo e ficha técnica (impressão em tecido, referente ao painel) 4. Produção do material expográfico; - Impressão fotográfica (serão utilizadas as obras impressas em tecido da exposição pela Lei Aldir Blanc, cabendo ao artista à locomoção das mesmas até o espaço expositivo. As obras estarão sendo produzidas em março para sua exposição citada anteriormente, só não será aproveitado o painel expositivo em tecido da exposição pela Aldir Blanc) - Painéis expositivos (será necessário a disponibilização pela Aliança Francesa dos logotipos de incentivo ao projeto para serem incorporados no painel expositivo, além da aprovação do texto narrativo) 5. Produção do material de comunicação (divulgação) da exposição; - Comunicação digital (planejada inicialmente para ser realizada pela Aliança Francesa); 6. Levantamento dos materiais da instalação artística; - Cabos e Obras (serão utilizados os mesmo materiais da exposição da Lei Aldir Blanc, que serão levados à Aliança Francesa com antecedência); - Terra (será comprado para entrega na região, sendo enviado com antecedência à Aliança Francesa para a montagem por parte do arte e/ou Aliança Francesa); - Equipamento de iluminação da Aliança Francesa 7. Comunicação da abertura; - Divulgação digital da exposição Mês 2: Exposição de Artes Visuais e Programação Cultural e Educativa 8. Testagem do modelo expográfico (ver * realizado no item 2); 9. Montagem da exposição (ver * realizado no item 2); 10. Abertura da exposição (duração de 30 dias; aberto à uma possível proposta da Aliança Francesa de um tempo inferior ou superior); 11. Roda de conversas virtual; 12. Documentação da exposição; - Fotografias - Vídeos 13. Desmontagem da exposição (ver * realizado no item 2); 14. Compartilhamento de resultados e documentações; EXPRESSÃO ARTÍSTICA/CULTURAL DO PROJETO Artes Visuais (Fotografia, Performance, Instalação Artística) Descrição técnica da exposição Obs: não encontrei no edital a informação de serem as obras dispostas em exposição digital ou presencial e, por isso, proponho aquí um formato físico. Memorial descritivo da Obra: A exposição será estruturada por uma instalação artística que contará com objetos e 10 obras impressas em tecido translúcido (voil, 100% poliéster, sublimação) com bainha de alumínio. As obras terão medida de 1,70m do lado maior e no lado menor com 1,13m, e serão expostas nas posições vertical e horizontal. Além das 10 obras, contará também com 1 painel expositivo com texto expográfico e com nomes de participantes e logotipos de apoiadores. A instalação será produzida em março para a exposição - que ocorrerá em abril - selecionada para a Lei Aldir Blanc e terá suas obras produzidas em tecido utilizadas também para o projeto proposto na Aliança Francesa (com exceção de 2 obras – à 5 e a 6). O tecido é um material que contém uma forte simbologia poética com relação à tecidos sociais - corpo de fios societário que deveria ser o preponderante na estruturação dos espaços. A importância de obras em novos corpos é essencial para este projeto, e em especial, a escolha de como são esses corpos. Baitello Jr. (2005) assinala como a imagem - inicialmente um movimento humano com a intenção de jogar luz nas trevas; de manter uma base exponencial crescente de conhecimentos; de ultrapassar a morte (característica própria da fotografia, como analisa Barthes) – passou a demonstrar sua intenção de ser autônoma, de não ser mais produto e sim consumidor. Para isso, é o humano que passa a ser produto e que passa a ter seu corpo consumido perante à hierarquia do sentido da visão na existência humana. As imagens feitas para visibilizarem, em uma era de mídias-terciárias, passam muito mais a invisibilizarem. As 4 primeiras obras do artista expostas na instalação abordarão pequenas figuras humanas em diferentes tensões com a monumentalidade urbana, constante movimentação e (des)pertencimento; entre outras questões. Já as 6 últimas obras abordam o corpo humano em tensões dentro do espaço íntimo, em tempos de pandemia: tensões em encontrar espaços de compatibilidade; buscando pertencimento; se objetificando e lutando por conectar memórias e esquecimentos; entre outras reflexões. Instalação Artística como obra (breve abordagem): Além das 10 obras e o painel expositivo (com texto curatorial e Ficha técnica/Apoio de realização), o local expositivo contará com objetos que visam transformar o espaço, propondo uma experiência imersiva. Entre eles estão presentes os cabos de aço, que muito além de sua função de estrutura, serão os meios estéticos que descerão os tecidos do teto trazendo tensões entre as relações materiais de sua forma e do material que vai suportar (Obras em tecidos) - entre outras reflexões. O chão estará todo preenchido por uma camada de terra, um elemento natural e que traz questões memoriais de pertencimento - entre outras provocações. Será realizado um projeto de iluminação específico para a exposição, buscando ampliar o potencial de materialidade+assunto abordado nas obras, e trazidos em tecidos translúcidos. Será fundamental contar com equipamentos que forneçam a possibilidade de controle de potência, foco e controle de temperatura da luz (coloração) para potencializar as obras, a instalação artística e imersão do espectador em um espaço que é coletivo e também interiorizado (em contraposição às características das imagens terciárias, que impõem um mundo exteriorizado). CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA Livre; Conforme o Guia Prático de Classificação Indicativa, em sua 3ª edição (2018), organizado pela Secretaria Nacional de Justiça: “Nem sempre a ocorrência de cenas que remetem a sexo ou nudez é prejudicial ao desenvolvimento psicológico da criança. São admitidos para esta faixa etária conteúdos que apresentem: B.1.1 NUDEZ NÃO ERÓTICA - Nudez, de qualquer natureza, desde que exposta sem apelo sexual, tal como em contexto científico, artístico ou cultural.” Acessibilidade - Audiodescrição: áudio com narração do texto expositivo; descrição do nº de obras; descrição da técnica das obras; descrição da temática; descrição das cenas e cenário de cada obra; descrição da materialidade das obras; descrição do ambiente instalativo; descrição da espacialidade; ** - Obras táteis: será permitido o contato através do tato com as obras expostas no local; - Mediação educativa: Se a Aliança Francesativer estagiários(as)/monitores(as) disponíveis, e se for interesse da Aliança Francesa, os(as) mesmos(as) terão acessos aos materiais do treinamento e textos que serão utilizados para o treinamento da exposição a ser realizada pela Lei Aldir Blanc ( que possuirá um monitor para mediação educativa e que será treinado pela museóloga Suzy Santos, integrante do projeto da lei Aldir Blanc, com textos para compreensão da medição esperada, da temática, das obras e da instalação artística); O painel expositivo estará em letra preta e sem serifa e/ou fonte itálica. O painel estará em fundo branco, fornecendo um contraste e facilitando a leitura para pessoas com limitações visuais; O artista está aplicando em sua exposição protocolos de saúde, conforme manuais de reabertura de locais culturais pelo estado de SP, que serão implementados nesta futura exposição proposta para a Aliança Francesa; ** Para utilização dessa possibilidade será necessário a disponibilidade da Aliança Francesa fornecer um computador e um dispositivo de escuta (como fones); REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AUGÉ, Marc. (1992) Los No-Lugares, Espacios del anonimato: Una antropología de la Sobremodernidad. Barcelona: Editorial Gedisa, 2000. BAITELLO JÚNIOR, Norval. A era da iconofagia: Ensaios de Comunicação e Cultura. São Paulo: Hacker, 2005. DUSSEL, Enrique. “Europa, modernidade e eurocentrismo”. Em: LANDER, Edgardo. A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. CLACSO, Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales, Ciudad Autónoma de Buenos Aires, Argentina. Setembro. 2005. DUSSEL, Enrique. Ética da libertação na idade da globalização e da exclusão; Trad. Ephraim Ferreira Alves, Jaime A. Clasen, Lucia M. E. Orth. Petrópolis RJ: Vozes, 2007. FREIRE, Paulo. Educação como prática da Liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1967. KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. QUIJANO, Aníbal Quijano. “Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina”. Em: LANDER, Edgardo. A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. CLACSO, Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales, Ciudad Autónoma de Buenos Aires, Argentina. Setembro. 2005. QUIJANO, Aníbal Quijano. “Dependencia, cambio social y urbanización en Latinoamérica” Em: Cuestiones y horizontes : de la dependencia histórico-estructural a la colonialidad/descolonialidad del poder. CLACSO, Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales, Ciudad Autónoma de Buenos Aires, Argentina. Setembro. 2014. SECRETARIA NACIONAL DE JUSTIÇA. Classificação Indicativa: Guia Prático, 3ª Ed. Brasília: Ministério da Justiça. 2018. (https://www.justica.gov.br/seus-direitos/classificacao) Mini Biografia Felipe Marcel (1992) é de São Paulo e vive desde seu nascimento em Guarulhos (com exceção do período em que morou em Niterói 06/2014 - 11/2018). Estuda Tecnologia em Fotografia (SENAC-SP, 2019), se formando em 02/2021, e participa desde 2020 em “Narrativas urbanas interculturais em Vila Anglo-SP”, projeto de extensão orientado por Ana Laura Gamboggi Taddei, que teve como resultado artigos selecionados para congressos no Brasil e internacionalmente, além de cursos ministrados. Realizou estudos, não completados, nos títulos de Economia (PUC-SP, 2011-2013) e Administração (UFF-RJ, 2014-2018). Já expôs em Festivais e exposições, de modo individual e coletiva, em 5 países (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e México) e atualmente fará uma exposição individual pela Aldir Blanc, do mesmo projeto aqui proposto. Trabalha com projetos artísticos que envolvem o estudo cultural urbano, com foco na América Latina, e retira suas bases da antropologia, filosofia e literatura, integrando-as através de metáforas visuais. EDUCAÇÃO Formação Superior: Tecnologia em Fotografia; Faculdade Senac SP; 2019 - 2020; Formação Superior: Bacharelado em Administração (incompleto); UFF-RJ; 2014 - 2018; Formação Superior: Bacharelado em Economia (incompleto); PUC-SP; 2011 - 2013; Possui uma série de cursos formativos complementares em ciências sociais, arte e outros híbridos. Ver perfil lattes http://lattes.cnpq.br/5173708774267000 EXPOSIÇÕES - FESTIVAIS 2021 - Exposição individual pela Aldir Blanc (a ser realizada em 04/2021) 2020 - 13º Encuentro Fotográfico México (MEX) 2020 - Festival Internacional de Fotografía SantaMarta (COL); Ganhador “Nuevo Talento” 2020 - Projeção coletiva “Revelaciones”; Festival Luz de Ventana (CHI) 2020 - Exposição coletiva “Tempo“; CPTM online 2020 - 2º Festival de Fotografía Artística Fronteras (ARG) 2019 - Exposição coletiva "VEЯ“; CPTM-Pinheiro 2019 -Produtor do Curta-metragem “Terapia” 2019 -Participação no Projeto de Bia Ferrer para Virada Cultural SP 2019 - Mostra de Portfólio com Eustáquio Neves; Senac 2019 - Mostra de Portfólio; 1ª semana de Fotografia do Senac