Caroene Neves Silva  |  Manaus, AM

A mão que tenciona

Este projeto trata de uma narrativa de imagens apresentando uma mão que aperta uma máscara. Nessa sequência, a mão fechada perpetua (simboliza) uma tensão e agonia e, nas imagens seguintes, a mão começa a abrir, como se estivesse desabrochando, revelando uma máscara de tecido. É uma narrativa subjetiva que conversa com o observador; a máscara que reflete uma barreira, uma distância e uma forma de proteção se tornou, também, um símbolo de resistência em uma batalha tão árdua. Além disso, este objeto é o mesmo que marca os rostos dos profissionais de saúde assim como cobre o sorriso de todos, que é a ação mais leve que agrada o outro. A mão e a máscara reflete não somente o hoje e agora, mas a fúria-força de vencer e a liberdade de se abrir para buscar a mão do outro, ao mesmo tempo faz-se refletir que esse trabalho desperta sentimentos contraditórios - a mão que tenciona e a 'leveza' do tecido ao fim da narrativa. Isto nos provoca a seguinte reflexão: Mesmo com a leveza e toda fluidez da máscara que se apresenta, ainda assim é a tensão que habita em nossos rostos e repousa em nossos varais.