Mari Cüry  |  São Paulo, SP

- Imo -

Diante de uma situação adversa, diversos tipos de comportamentos podem ser manifestados. Com a dor entranhada, o ser onírico realiza-se. Surge velado, estático, reconhecendo aos poucos as infinitas camadas de uma clausura. Lugar este, que provoca um contato honesto com as dores e angústias. No autorretrato “Imo” abre-se espaço para um diálogo entre um estado de escassa defesa e a capacidade de enfrentar as adversidades. A resiliência compreende o problema presente e mobiliza recursos para superá-lo. Não se trata de sair ileso de uma situação crítica, mas de desenvolver a capacidade de lidar com as contrariedades de forma eficiente, de modo a sair dela fortalecido. O trabalho é emoldurado por elementos orgânicos que criam uma narrativa visceral. Os tecidos, a pele, a natureza, a madeira, amparam a transmutação dos sentimentos, que rompem os planos revelando o que já não pode ser mais contido.