GISELE GOBBO DE SOUZA  |  SÃO PAULO, SP

Portfólio: Gisele Gobbo de Souza

No portfólio existem trabalhos que refletem não somente sobre a representação das flores ou plantas, mas também o corpo artístico que transfere o aprendizado sobre o suporte do trabalho. Momentos, lembranças que estão de forma particular e subjetiva, e são demonstrados de maneira não intencional. Isso é descoberto após um tempo de produção do trabalho artístico. Há um tempo para se digerir e pensar sobre todos os trabalhos até então produzidos, nos quais residem o pensamento, a aprendizagem, a memória e o corpo. Também há um hibridismo na construção entre os materiais e suportes utilizados na produção dos trabalhos artísticos em que fotografia se mescla com tinta acrílica e aquarela. Assim, são apresentadas fotografias de flores onde há intervenções da pintura, e remetem as lembranças da artista, pois em sua casa são cultivadas flores sendo a natureza um lugar de pensamento e reflexão sobre a vida. Também há a questão híbrida das experimentações entre fotografia e pintura, no qual a pintura interfere na fotografia e a ressignifica. As flores revelam momentos “As flores revelam momentos” é uma série de fotografias de flores de cera, que após serem reveladas foram pintadas com aquarela, com o intuito de demonstrar que uma única flor ou as flores podem revelar momentos, e estes momentos fazem parte da vida da artista. A proposta de utilizar o azul e o verde sobre a fotografia e em aquarela foi na tentativa de inserir a água como um elemento de reflexão da vida, de uma certa maneira essas cores transparecem e se misturam com o fundo da fotografia. Da série Reminiscências: Sem Título I, Sem Título II e Sem Título III Em "Reminiscências" os trabalhos são apresentados em fotografias impressas no tecido, onde há sobreposição da pintura com tinta aquarela, pelo qual revelam um retorno às lembranças. Remete também algo esquecido por um tempo e revivido depois, em sua forma fotográfica e pictórica. Fotografia ou pintura O trabalho “Fotografia ou pintura” remete à fotografia com a interferência em aquarela ou tinta acrílica, discute a produção entre as duas linguagens. Assim, há uma investigação dos limites da fotografia e da pintura, ou seja, como o espectador observa se é pintura ou é fotografia, e quais elementos de um e outro se mesclam.