LIÉGE SANTOS  |  rio de janeiro, RJ

Toda cor é cinza

O que foi escondido nas sombras? Para quem são as luzes? O que ainda é possível de céu? Brasil, 521 anos católicos, uma ancestralidade inteira a descobrir. Corpos e corporeidades se confundem e se confrontam e o hoje revela mais ontens do que os livros permitiram contar. Talvez a pandemia tenha rasgado cicatrizes dormidas e negligentes ...Mais certo que estas feridas nunca deixaram de verter. Provocamos. Invocamos a visão racializada das entidades inconscientes do espaço da cidade. Denunciamos que toda cor é da mistura beligerante de branco e preto ainda que de uma buraco de pedra da parede do céu, ainda que camuflada em concreto ou cravada em pedra sabão, ainda que o colorido cotidiano do Rio de Janeiro seja um psicodélico em fúria. Passamos olhos velhos sobre coisas novas. Os reflexos foram e são: permanecem. Permanecer sempre foi o ato de resistência. Liège Santos e Marcos Ahoo