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Prix Photo
Artista e pesquisador. Atua nas relações entre a cidade, a fotografia, o gráfico e a escrita. Autor dos fotolivros “Salvador em Suspensão” (GRIS, 2021) e “Como zelar uma cidade vazia” (Editora Medusa, 2021). Participou de exposições em diversas cidades do Brasil e em países como Argentina, Índia, Espanha, Holanda, Eslovênia, Inglaterra e Áustria. Um dos fundadores e integrante do Grupo Poro com o qual realizou intervenções urbanas e múltiplos impressos. Recebeu o Prêmio Brasil Arte Contemporânea 2011 (MinC/Fundação Bienal de SP) e o Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2012. Nascido em 1978, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Iniciou sua atividade artística em 1998 com experimentos impressos e fotográficos. Formou-se na Escola de Belas Artes da UFMG em 2003. Vive em Salvador, Bahia, desde 2011. www.marcelonada.redezero.org

Marcelo Terca-Nada

Marcelo Terca-Nada
Brunno Covello - Prix Photo AF 2014

E o tempo decantava lentamenteE o tempo decantava lentamenteE o tempo decantava lentamente

A chegada da pandemia no Brasil em 2020 parou várias atividades e gerou uma sensação de vácuo, descrita por muitas pessoas como uma duradoura pausa. Mais que um estado de congelamento temporal, esse período se configurou como um tempo que passa num outro ritmo, dilatado, marcado pelo compasso de folhas e gravetos caídos que se acumulam aqui e ali, derramando copa de árvore no piso da praça. Em Salvador, durante o período mais restrito da quarentena, os espaços comuns da cidade ficaram vazios, o que representou uma mudança significativa na paisagem urbana, que normalmente tem numerosa presença de pessoas. O esvaziamento do espaço público gerou imagens que muitas vezes pareciam um sonho. Essa edição do ensaio fotográfico apresenta uma narrativa que potencializa o aspecto onírico provocado pelo vazio na cidade, por um certo estado de suspensão e pelas mudanças na percepção temporal. Como num sonho, o tempo passa de modo outro. E entre janelas, a natureza avança lentamente sobre a cidade.
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