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Prix Photo
(Em) Movimento
Benoit Fournier - Série “Terra d’água - Prix Photo 2013
Nesta nova edição questionamos como a fotografia captura movimento(s). O movimento é a ação que determina a mudança, a evolução. O movimento é intrinsecamente um movimento de corpos, corporalidade e pensamentos.

O movimento é, antes de tudo, o desdobramento do músculo em movimento. O esforço do atleta é cada vez mais rápido, cada vez maior. A corrida frenética em direção a novos recordes. A marcha rumo aos Jogos Olímpicos de atletas de todo o mundo caminhando na mesma direção e em direção ao mesmo objetivo.

O movimento é também a evolução de corpos que navegam entre gêneros, entre espaços, temporalidades, entre países. Um movimento mais ou menos fluido, mais ou menos caótico, mais ou menos perigoso. Uma mudança no que foi adquirido e atribuído. Uma questão suscitada pela necessidade de ser e possuir aquilo para onde caminhamos.
O movimento também pode ser a unidade de uma luta, a encarnação de uma ideologia ou de uma convicção. Destacando aquilo em que acreditamos e o que devemos defender. Muitas vezes com várias pessoas, para que a força da trajetória não enfraqueça e que a sinergia opere.

O movimento é então o que ultrapassa as fronteiras, sejam elas reais ou imaginárias, físicas ou simbólicas. Quem abrange o impossível e o proibido. E que oferece outra perspectiva sobre o que era considerado imutável.

O Prix Photo Aliança Francesa é um concurso nacional de fotografia aberto a todas e todos, profissionais e amadores. Através de temas da atualidade, um eco das grandes questões de nosso tempo, desejamos valorizar propostas artísticas originais, experimentais, sejam abstratas ou documentais, e que ofereçam um olhar diferenciado. Uma exposição será apresentada após o resultado do concurso na Galeria da Aliança Francesa do Rio de Janeiro e seguirá em turnê pelas Alianças Francesas e seus parceiros em todo o Brasil.

Sobre o Prix Photo

Rogério Reis - Na Lona
CONHEÇA OS GANHADORES DE 2023 - CONHEÇA OS GANHADORES DE 2023 - CONHEÇA OS GANHADORES DE 2023 - CONHEÇA OS GANHADORES DE 2023

Rodrigo Masina Pinheiro

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Luiz Gustavo Gomes Cardoso

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Samy Sfoggia

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Luisa

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Luiza Possamai Kons Luiza Kons

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Ricardo Tokugawa

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Marina Alfaya

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1º LugarRodrigo Masina PinheiroGH, Gal e Hiroshima1º LugarRodrigo Masina PinheiroGH, Gal e Hiroshima

Na volta da escola, no início dos anos 2000, Hiroshima foi apedrejada na rua onde morava, em Vila da Penha, RJ. Gal vestiu roupas ditas femininas em seu corpo que ainda não se via como trans não binárie na adolescência. O sonho em GH foi vivido acordado. Ser uma pessoa desobediente de gênero implica em sonhar com mundos possíveis. As fotos aludem a símbolos religiosos sempre corrompidos por nós de forma sutil.

Quando alguma coisa horrível acontece a uma criança, a realidade se torna oblíqua. Masina lembra, por exemplo, que quando chegou na porta de casa, depois de ter corrido do apedrejamento, a sua ideia sobre religião havia mudado. Antes de abrir a porta sentiu que o que era ensinado sobre perdão era abstrato, condescendente, igual a um remédio temporário. No dia seguinte ela teria que andar na mesma rua. E quando cruzasse com essas pessoas mais velhas não teria como fingir que correr das pedras era parte da brincadeira. Perdoar era uma fantasia.

No final da seleção das fotografias, há também o momento da realidade que se dá no encontro. A imagem das pernas entrelaçadas é uma afirmação de vida. Queremos imaginar infâncias dissidentes livres. O sonho é esse.

2º LugarLuiz Gustavo Gomes CardosoIn Situ2º LugarLuiz Gustavo Gomes CardosoIn Situ

O projeto In Situ é composto por fotografia em autorretrato, colocando o autor como protagonista e personagem de seus próprios sonhos.
O ensaio começa quando o autor, após suas pesquisas sobre suas raízes e a história do negro brasileiro, começa a sonhar com cenas e a protagoniza-las. Nos sonhos o autor toma a forma desses personagens que se assemelham a ele e, a partir dessas imagens inconscientes, começa a materializar suas primeiras imagens.

O ensaio tem como objetivo principal a busca pelas raízes e o autoconhecimento, abrindo diálogo com o espectador, instigando sua imaginação a buscar essas imagens de um tempo não vivido, para que sejam materializadas no campo dos sonhos. Buscar o passado nesse contexto é bastante difícil, porque durante quase todo o período de escravização não existia o advento da fotografia, que surgiu por volta de 1820. As coisas que foram documentadas eram pintadas ou escritas e, lógicamente, quando feitas, eram feitas por mãos brancas. Como seria a documentação imagética de uma pessoa negra que viveu nessa época? Sobre as coisas boas, as ruins, as belas e as misticas?

No projeto, as imagens são realizadas com a maior fidelidade possível aos sonhos e, para isso, os conceitos de algumas vanguardas artisticas foram mesclados (dadaísmo, surrealismo, expressionismo). Tecnicamente, as imagens são realizadas em longa exposição, com ou sem flash e em lugares, situações e momentos diferentes. No pós tratamento, é adicionada a camada estética que remete à forma como as imagens foram sonhadas.

3º LugarSamy SfoggiaPeriod3º LugarSamy SfoggiaPeriod

Period é uma série criada a partir de experimentações com a fotografia. Os trabalhos são resultado de um extenso processo de construção que envolve, além de imagens de acervo, apropriação, colagem e desenho, entre outros procedimentos. A pesquisa estabelece também um forte diálogo com o cinema e com a literatura.

Prix Lovely HouseLuisaDerivaPrix Lovely HouseLuisaDeriva

Deriva é um inventário de colagens fotográficas e textos que surgem de imagens de acervo tanto da artista quanto aquelas encontradas a partir de pesquisas sobre mulheres viajantes do início do século XX. São recortes de possíveis caminhos, paisagens que se encontram, narrativas que surgem a partir da ideia de que todo deslocamento é um convite à invenção e carrega em si o caráter onírico daquilo que se pode supor mas não necessariamente verificar. Sonhar com lugares nunca visitados ou mesmo que não existem é propor uma geografia do improvável, que aqui ganha a particularidade da viajante feminina que percorre territórios inóspitos , improváveis, sinuosos.

Prix Photo ClimatLuiza Possamai Kons Luiza KonsEm nome da mãe e do pai (2020-)Prix Photo ClimatLuiza Possamai Kons Luiza KonsEm nome da mãe e do pai (2020-)

Cresci com o vazio de não entender o que se passava dentro de mim. O diagnóstico de autismo, só receberia aos 18 anos. Ainda me é difícil abordar o assunto. Sei que existem muitas outras como eu, várias sequer foram diagnosticadas. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, parâmetro que é usado no Brasil, aponta em relatório publicado em 2020: que mulheres representam uma a cada quatro pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Mas novos estudos mostram que as portadoras do espectro passam muitas vezes despercebidas pois os critérios de avaliação se baseiam no estereótipo comportamental masculino.
É no seio familiar dos ensinamentos passados em nome da mãe e do pai, que escutei como deveria me comportar. E senti o abismo entre dois universos: aquele que dizem real e o meu mundo particular de imagens/ palavras mentais. Da tensão e estranheza entre estes encontros, adentro em nossas próprias histórias que me descolam para um imaginário rural no sul do Brasil, da própria realidade ficcional, dos sonhos que anseiam em se materializar. Como uma rede espiralada.
Dez anos depois de receber o diagnóstico de TEA em busca de ordenar a confusão mental que habito: nas fronteiras entre fotografia e teatralidade enceno em autorretratos e em imagens textuais o estranhamento de minhas relações comigo mesma, e com meus pais, e irmãos, na cartografia de dois mundos que anseiam por se tocar.
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A angústia perante o descaso do governo em meio a crise sanitária, da Covid, no Brasil, com seus mais de 650 mil mortos mudaram minha perspectiva sobre a fotografia. Se escolhem os corpos que devem ou não viver, se estamos ilhados, entendo que precisamos nos narrar. Resistir. Não permitir que nos apaguem. Em cada micro história habitam, infinitas outras, que não tiveram a chance de se expressar.

Menção HonrosaRicardo TokugawaUtakiMenção HonrosaRicardo TokugawaUtaki

Ricardo é fruto da imigração japonesa e okinawana para o Brasil e traz a mistura de três culturas em seu percurso: Brasil, Okinawa e Japão. Compreender o significado dessa posição vai muito além das questões geográficas e culturais, implica em um enfrentamento pessoal, na busca pelo entendimento de si no mundo. Utaki, em okinawano, traduz a ideia de um lugar sagrado. Esse olhar para o sagrado, se volta para as suas raízes, num processo de investigação da família e da casa, conceitos que se misturam dentro da cultura japonesa. A fotografia brinca ao copiar falsamente o real, é ferramenta e artifício posto em face de uma realidade aberta ao trânsito entre mundos. Opera a mescla imaginativa dos fatos e da (auto)ficção, contradiz e se põe para além do documento. Utaki reside no jogo inventado, em sua ambivalência e abre espaços para que sempre se possa imaginar outras coisas. Um campo aberto e onírico.

Júri PopularMarina AlfayaSonho mornoJúri PopularMarina AlfayaSonho morno

Sonho morno consiste em uma série de dez imagens. Cada uma delas é formada por cruzamentos de paisagens urbanas e naturais de Salvador, Itaparica, Cachoeira e Santo Amaro, localidades pertencentes ao recôncavo baiano, território que abraça a Baía de Todos os Santos. Os registros produzidos são documentos da cosmologia regional desse território, aparente em toda matéria que ocupa simbolicamente e fisicamente as cidades: os corpos em interação e deslocamento; as práticas de trabalho; as dinâmicas de construção-abandono-demolição; as relações entre indivíduo, espaço público e meio ambiente; os resíduos do tempo. A fusão visual desses espaços é um retrato onírico de um imaginário coletivo; uma proposta de reinvenção dos horizontes e fronteiras da curva geográfica Recôncavo-Salvador, e de ruptura das hierarquias/oposições: rural-urbano, manualidade-tecnologia, degradação-renovação, sonho-realidade.

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 CONFIRA OS PRÊMIOS DA EDIÇÃO - CONFIRA OS PRÊMIOS DA EDIÇÃO - CONFIRA OS PRÊMIOS DA EDIÇÃO

Prêmio Residência
Artística na França

-Bolsa para uma residência de criação no valor de € 6.000 e aquisição de seis fotografias para a coleção "Un fonds photographique brésilien à la BnF" da Bibliothèque nationale de France (BnF), oferecidos pela Initial LABO em parceria com a Bibliothèque nationale de France.
-Voo internacional com a Air France;
-Residência artística de 3 meses em Paris como parte do programa "Institut français x Cité internationale des arts";
-Rede de contatos e apoio profissional pelo Réseau Diagonal, pelo Institut français de Paris e pela Cité internationale des arts.
-Exposição na Alliance Française

Prêmio
Lovely House

- Residência de formatação de fotolivro ministrada pelos editores da Lovely House
- Exposição na Aliança Francesa
- Projeção no âmbito da noite Iandé durante o festival Les Rencontres d'Arles

Prêmio
Ateliê Oriente

- Mentoria profissional com Ateliê Oriente
- Exposição na Aliança Francesa

Prêmio Voto
do Público

- Mentoria profissional com Ateliê Oriente

Prêmio Bienal
PhotoClimat

- Difusão do portfólio online em parceria com a Biennale PhotoClimat

Amazônias: Madeira de dentro. Madeira de fora

“Como nos aproximar das potências amazônicas e pluralizar os reflexos daquilo que é visto do lado de dentro? De que maneira é possível ressaltar a...
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O tempo é alfinete: encontro com os diários fotográficos de Joaquim Paiva

Há 25 anos, o fotógrafo e colecionador Joaquim Paiva, registra cotidianamente em diários fotográficos seus sentimentos, reflexões, observações sobre o dia e a rotina vivida,...
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Abertura do edital do programa de residência artística “O Caminho”

A rede das Alianças Francesas no Brasil e a rede Diagonal, com o apoio do Instituto Francês e da Embaixada da França no Brasil, lançam a segunda edição do programa “O Caminho”, com o objetivo de valorizar e promover o panorama fotográfico francês no Brasil. O programa está dividido em duas partes: uma residência de pesquisa de um mês no Brasil entre Novembro e no meado de Dezembro de 2023, e a produção de uma exposição na galeria da Aliança Francesa do Rio de Janeiro que circulará na rede de Alianças Francesas no Brasil e seus parceiros (galerias, museus, etc.). Idealizado num espírito de diálogo entre culturas e pontos de vista sobre o nosso mundo contemporâneo, o projeto visa incentivar o intercâmbio entre profissionais do setor fotográfico e iniciar um diálogo cultural rico e frutuoso entre a França e o Brasil. As inscrições estão abertas até segunda-feira, 2 de Junho de 2023.
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Para participar faça seu cadastro gratuito no site e envie suas fotos e seu projeto de Residência Artística até 11/06 às 18h - Inscrições prorrogadas!

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Após verificação da comissão organizadora, os portfólios aptos entrarão na galeria virtual do site.

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A partir do 17/06/2024, as fotos publicadas estarão abertas para votação popular e para a votação do júri oficial.

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As votações se encerram no dia 03/07/2024, e os resultados serão divulgados em meados de julho.

CONHEÇA NOSSOS JURADOS  - CONHEÇA NOSSOS JURADOS - CONHEÇA NOSSOS JURADOS -

Erika Negrel

Erika Negrel é secretária-geral da Rede Diagonal, uma rede francesa de espaços dedicados à fotografia, desde 2017. Trabalha, há mais de 10 anos, em programas de residência em arte contemporânea e participa, desde 2008, no desenvolvimento da rede territorial de arte contemporânea da metrópole de Marselha, “Provence Art Contemporain”. É também co-fundadora do programa “Coletivo”, de apoio à profissionalização para artistas visuais da Região Sul.

Denise Zanet

Diretora da Initial LABO localizada em Boulogne-Billancourt, Denise Zanet criou um espaço onde convivem profissionais e amadores, a fim de incrementar uma nova dinâmica que valoriza e promove a exposição de fotógrafos.

Initial LABO traz um conceito inovador totalmente dedicado à arte da fotografia em torno do laboratório fotográfico: uma galeria, uma livraria e uma loja dedicadas à fotografia.

Colabora com importantes projetos fotográficos e participa diretamente com Visa Pour l’Image, Planches Contact à Deauville, Festival Photo La Gacilly, Les Escales Photo, Prix Résidence pour la photographie de la Fondation des Treilles, L’oeil Urbain, la manifestation Réflexivités à Lourmarin, la Fondation Carmignac e mais recentemente com les Rencontres du 10eme à Paris.

Denise Zanet está na origem do mecenato que, juntamente com a Biblioteca Nacional da França, constitui há 5 anos uma coleção de fotógrafos contemporâneos brasileiros Un Fonds Photographique Brésilien.

Além deste projeto, trabalha para a difusão da fotografia brasileira na França através de uma curadoria especializada de livros fotográficos brasileiros na livraria e a implementação de encontros e programações em diferentes instituições e festivais, como no OFF durante o Festival de Arles 2023.

Marly Porto

Marly Porto atua no campo do estudo e pesquisa sobre fotografia brasileira, seus processos, práticas e teorias, há mais de 20 anos. Bacharel em “Arte: História, crítica e curadoria” (Pontifícia Universidade Católica) e Mestre em “Estética e História da Arte” pela Universidade de São Paulo é autora do livro Eduardo Salvatore e seu papel como articulador do fotoclubismo paulista (2018).

Curadora adjunta da Coleção de Fotografias Brasileiras Contemporâneas da Bibliotèque nationale de France (BnF) desde 2023, é também a criadora do Festival Photothings de Fotografias.

Desenvolveu a área de projetos artísticos para o Institut d’ Education et des Pratiques Cittoyennes (IEPC), instituição que reúne 13 creches para crianças de 0 a 3 anos, localizadas em Aubervilliers (Paris), entre os anos 2018 e 2020.

Como palestrante participou da conferência In black and white: photography, race and the modern impulse in brazil at midcentury apresentada pelo Museum of Modern Art (MoMA, New York, 2017) entre outras, ministradas em São Paulo (Brasil), Zagreb (Croácia) e Ciudad de Mexico (México).

Assina a coordenação de inúmeros livros, exposições e seminários sobre fotografia.

Héloïse Conésa

Com doutorado em história da arte, Héloïse Conésa é chefe do departamento de fotografia e curadora responsável pela fotografia contemporânea na Bibliothèque nationale de France desde 2014. Anteriormente, no MAMC em Estrasburgo, foi curadora das exposições Robert Cahen, Entrevoir e Patrick Bailly Maître Grand, colles et chimères. Na BnF, ela foi curadora principal ou associada de várias exposições, incluindo Paysages français, une aventure photographique (BnF, 2017), Denis Brihat, de la nature des choses (BnF, 2019), Ruines – Josef Koudelka (BnF, 2020), Ce monde qui nous regarde : les 15 ans de l’agence NOOR (BnF, 2022), Noir et blanc, une esthétique de la photographie (BnF, 2023), Epreuves de la matière, la photographie contemporaine et ses métamorphoses (BnF, 2023). Ela ajudou a dirigir a grande comissão fotográfica confiada à BnF pelo Ministério da Cultura: “Radioscopie de la France des années 2020” (Radioscopia da França dos anos 2020), e foi curadora da exposição que a produziu: La France sous leurs yeux (BnF, 2024).

Matheus Leite

Natural de Salvador, Matheus L8, em sua obra, busca explorar a riqueza étnica e estética do Brasil, utilizando a história como uma lente para compreender e se relacionar o mundo. Transcendendo entre a fotografia, o audiovisual e a música, o artista se dedica a capturar em imagens os múltiplos aspectos da cultura negra, da diáspora e das complexidades da identidade negra.

Seu percurso nas artes visuais é marcado por uma jornada autodidata, onde aprimorou sua técnica como meio para expressar seu olhar

Em 2020, Matheus L8 conquistou o prêmio internacional de fotografia da Sony, o Sony World Photography Awards, com uma fotografia da série “Afrocentrípeta”, que pensa as reverberações da diáspora sob uma perspectiva intrarracial.  

 Em 2023, Matheus foi vencedor do Prêmio Nacional Pierre Verger pelo seu trabalho na série “As Caretas do Mingau”. Como fotógrafo é responsável pela identidade visual do festival Afropunk Brasil.

Lucie Brechette

Lucie Brechette é gerente de projetos no Instituto Francês, no Departamento de Mobilidade e Eventos Internacionais. É responsável pelo programa de residência multidisciplinar Institut français x Cité internationale des arts, que recebe mais de 70 artistas estrangeiros por ano em Paris. Trabalhou em Montreal, na Darling Foundry e no Palais de Tokyo, no Departamento de Artes Performativas. É também cofundadora e membro ativo do coletivo curatorial Magnetic Fields, que organiza exposições na Île-de-France.

Denise Camargo

Artista visual, curadora, educadora, gestora cultural. É doutora em Artes (Instituto de Artes/Unicamp) e mestra em Ciências da Comunicação (Escola de Comunicações e Artes/USP). Sua atuação artística abrange a poética das relações, as matrizes ancestrais das diásporas negras, os corpos em territórios de resistência social e política, as políticas das representações. Sua abordagem é autobiográfica e contra-colonial. Suas linguagens são a imagem fotográfica, a escrita e leitura performativas. Sua produção é vetor para o ensino e para a pesquisa que desenvolve no Programa de Pós-graduação em Artes Visuais no Departamento de Artes Visuais, da Universidade de Brasília, onde é docente.

Luciana Molisani

Luciana Molisani é editora, curadora de livros de arte e desenhista gráfica, graduada em Artes Visuais pela FAAP-SP. Em 2018, em parceria com José Fujocka, inaugura a Lovely House, editora e casa de livros especializada em publicação e comercialização de livros de arte, com ênfase em fotografia. Idealiza e coordena a IMAGINÁRIA_Festa do Fotolivro, o primeiro festival brasileiro dedicado aos livros de fotografia que teve a sua 1ª edição em 2021. Ao lado de Daniele Queiroz, fez a curadoria da exposição Constelações Latinas – encontros em fotolivros, com a participação de artistas latinas e que tem transitado por festivais, como IMAGINÁRIA_02 e Solar Foto Festival.

Marcela Bonfim

Economista, Marcela Bonfim, era outra até os 27 anos. Na capital paulista, acreditava no discurso da meritocracia. Já em Rondônia; adquiriu uma câmera fotográfica e no lugar das ideias deu espaço a imagens e contextos de uma Amazônia afastada das mentes de fora; mas latentes às vias de dentro. As lentes foram além; captando da diversidade e das inúmeras presenças negras; potências e sentidos antes desconhecidos a seu próprio corpo recém-enegrecido.

Em seu trabalho ela aborda a questão: quanto tempo demora, o negro, para se firmar nesse mundo (in)visível?


Para saber mais sobre o trabalho de Marcela Bonfim: www.amazonianegra.com.br e www.madeiradedentro.com

Nicolas Henry

Nicolas Henry é um fotógrafo e diretor artístico francês. Primeiro designer de iluminação e cenógrafo, depois diretor do projeto “6 milliards d’autres” de Yann Arthus-Bertrand, ele agora desenvolve seu trabalho pessoal. As suas séries produzidas em todo o mundo, os seus contos fotográficos e as suas instalações monumentais são o teatro de universos oníricos construídos por comunidades inteiras, que testemunham os seus compromissos solidários, humanistas e ambientais.

Paulo Marcos

Paulo Marcos de Mendonça Lima é fotógrafo profissional desde 1980, curador, professor e produtor cultural. Foi editor de fotografia dos Jornais O Globo, Lance! e O Dia. Em 2007 publicou Kuaruap Quarup, com textos de Antônio Callado e Milton Guran. É coordenador de exposições e membro do grupo gestor do FotoRio. Desde 2016 dirige o Ateliê Oriente junto com Kitty Paranaguá. Como fotógrafo participou de inúmeras exposições no Brasil e fora, com destaque para “Brazilian Photography” no Museu Ludwig em Koblenz, Alemanha; “Quarup Kuarup”na G12 em Londres e “Perimetranse” no Museu Histórico Nacional no Rio de Janeiro.

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